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Um dos principais desafios dos municípios modernos do presente século é criar condições que potenciem a qualidade de vida dos mesmos sem descurar os princípios de habitação, segurança ou coesão social. Numa época em que as cidades tendem a crescer e a ganhar habitantes, estas tendem a perder a personalidade “de bairro” que caraterizava as cidades portuguesas das décadas de 70 e 80. Parece-nos claro que existe uma necessidade dos habitantes reclamarem as cidades para si. Isto é, criar um sentimento de comunhão e pertença no seio da comunidade que faça com os munícipes se vejam como parte da cidade e a valorizem como elo de ligação entre pessoas. Achamos que é necessário que tal aconteça para que se haja um crescente respeito e consideração pela propriedade colectiva e, como tal, uma decrescente usurpação e vandalismo de espaços que pertencem a todos.

Achamos que um dos factores que pende na avaliação da qualidade de vida de uma cidade é a cultura da mesma e a forma como os seus habitantes a procuram e se relacionam com ela. Desta forma, são in-comensuráveis as vantagens de por em ação uma atitude pro-ativa em que a cultura vai de encontro aos habitantes em vez de se esperar que estes a procurem em galerias ou museus. O conceito de arte para todos não é novo. A arte não deve servir apenas elites mas sim o público no geral. Temos perfeita noção que tal é uma meta inatingível mas parece-nos perfeitamente plausível o desejo de querer esbater algumas barreiras e oferecer uma peça artística a toda a comunidade.

Analisando alguns case studies de sucesso podemos aferir que são este tipo de iniciativas que marcam uma cidade e a transforma num ponto de interesse no roteiro de arte urbana mundial que tem vindo a crescer no mercado do turismo. Este tem sido, aliás, o modo operandi em algumas das maiores cidades mundiais no combate à destruição do património, pois, como se verifica, é aquela que coordena vontades díspares e joga com um dos principais princípios desta cultura: as obras de artistas nunca são danificadas ou alteradas por uma questão de respeito.

Em Guimarães, uma equipa de 6 artistas da Circus Network, pintou um mural na parede lateral do Pavilhão Francisco de Holanda, mesmo em frente ao Estádio do Vitória de Guimarães, tendo como tema o desporto, visto a cidade ser a Capital Europeia do Desporto em 2013.

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Post (basquetebol)
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